
O projeto da ponte está estimado em US$ 15,7 bilhões e conectará a ilha da Sicília e a região da Calábria com uma estrutura de 3,3 km de extensão sobre o Estreito de Messina.
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Chamada de “Ponte de Messina”, a construção terá duas linhas ferroviárias no centro e três faixas de tráfego em cada lado, sustentadas por duas torres de 400 metros de altura. Atualmente, o trajeto do estreito é realizado de balsa.
A ideia de construir a ponte data deste o ano 252 a.C., na época da Roma Antiga, e tem sido debatida a mais de 2 mil anos, por conta dos desafios impostos pela sua posição no mar Mediterrâneo.
O estreito fica localizado em uma região com bastante atividade sísmica, porém isso não pareceu assustar a primeira-ministra Giorgia Meloni. “Nós gostamos de desafios difíceis quando eles fazem sentido”, disse ela na quarta-feira (6).
Além das adversidades geológicas, os governantes italianos estão preocupados com a interferência da máfia, que já atrapalhou o desenvolvimento do projeto no passado.

O ministro da Infraestrutura, Matteo Salvini, ressaltou que “a ponte trará trabalho, riqueza, beleza e economizará toneladas de CO₂ na atmosfera, tornando-a uma das pontes mais verdes do mundo”.
Porém, milhares de pessoas organizaram um protesto na cidade de Messina contra a construção no sábado (9). A população não está totalmente convencida de que a obra trará tantas melhorias assim.
De acordo com os manifestantes, cerca de 500 famílias serão desapropriadas para que a ponte seja construída, que está prevista para ser entregue entre 2032 e 2033. O início das obras está previsto para 2026.
Outros prestaram queixas à União Europeia dizendo que o projeto afetará o curso de aves migratórias da região.
Fotos: Wikimedia Commons. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
